Vivo Ventures investe na Inner AI, avaliada em mais de R$ 500 milhões
O Vivo Ventures, fundo de corporate venture da Vivo, vai investir na Inner AI, startup de São Paulo dona do Squad.com, plataforma que oferece equipes virtuais de agentes para vendas, marketing, finanças e revisão de contratos, informou o blog Capital, de O Globo, em 19 de outubro. O valor do aporte não foi divulgado, mas a operação avaliou a Inner AI em mais de R$ 500 milhões.
Fundada por Pedro Salles, a Inner AI já havia captado R$ 42 milhões com Canary e ONEVC entre os acionistas antes da entrada do Vivo Ventures. Phillip Trauer, diretor do Vivo Ventures e da Wayra Brasil, disse que o objetivo é construir junto e acelerar a transformação no mercado brasileiro, e não só escrever um cheque.
As empresas também estudam uma parceria comercial para usar a rede da Vivo — cerca de 1.800 lojas, mais de 5.000 vendedores e 1,8 milhão de pequenas e médias empresas clientes — na distribuição do Squad.com. Uma das hipóteses é incluir a ferramenta no portfólio de serviços digitais da operadora, ainda sem modelo de remuneração definido. No início de 2027, um ônibus do Squad.com deve percorrer a BR-116 com paradas em lojas da Vivo, começando por três cidades do Sudeste ainda não anunciadas, no mesmo espírito da loja física aberta na Avenida Paulista em abril.
O que muda na prática
O negócio é tanto de distribuição quanto de venture. As PME brasileiras já experimentam assistentes, como mostram a adesão de pequenas empresas a assistentes de redação e o estudo MIT SMR–TOTVS segundo o qual 80% das empresas usam IA, mas só 7% a colocam no núcleo. Colocar agentes no canal de uma telecom nacional pode encolher esse hiato se a equipe das lojas souber explicar o produto.
O Vivo Ventures já aportou R$ 242 milhões em 14 startups desde 2022 e liderou o número de operações de corporate venture no Brasil entre meados de 2025 e meados de 2026, segundo dados da Global Corporate Venturing e da ApexBrasil citados pelo blog. Esse histórico será testado pela capacidade do Squad.com de transformar fluxo de loja em equipes PME pagantes.
O que acompanhar: os termos comerciais com a Vivo, quais cidades do Sudeste recebem as primeiras paradas do ônibus e se a avaliação da Inner AI se sustenta quando aparecerem métricas de distribuição.