Serviço Geológico do Brasil lança o GeoBusca, busca com IA generativa em cerca de 5 milhões de registros de pesquisa
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) lançou o GeoBusca, plataforma de busca que usa inteligência artificial generativa para ajudar o público a encontrar estudos e produtos reunidos em cerca de 5 milhões de registros acumulados em mais de 57 anos de pesquisa, informou a instituição em 2 de novembro. A ferramenta foi apresentada no 52º Congresso Brasileiro de Geologia e está disponível em versão beta, fase que, segundo o SGB, serve para avaliar o funcionamento e aperfeiçoar o sistema.
Em vez de depender só de palavras-chave e navegar por vários sites, o usuário pode fazer perguntas em linguagem do dia a dia e receber sugestões de materiais relevantes com um breve resumo. Cada resultado indica as fontes e direciona para os sistemas oficiais do serviço, como o repositório institucional de geociências RiGeo, o sistema de alerta de eventos críticos SACE e o GeoSGB. O SGB reforça que é preciso abrir os documentos completos nessas bases para confirmar as informações. O acervo abrange geologia básica e mapeamento, pesquisa e potencial mineral, incluindo minerais críticos, águas superficiais e subterrâneas, monitoramento de rios, áreas de risco geológico e gestão territorial, além de levantamentos geofísicos e dados geoquímicos.
“O conhecimento geocientífico chega mais longe quando pode ser encontrado, usado e aplicado”, afirmou o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, acrescentando que décadas de pesquisa agora podem ser localizadas de forma mais rápida e simples. A plataforma foi desenvolvida pela assessoria de comunicação da instituição.
O que isso muda na prática
O site de engenharia Giro Engenharia destacou o lançamento sob a ótica dos minerais críticos, como lítio e terras raras, em que o acesso mais rápido a levantamentos históricos pode acelerar a fase inicial de exploração por empresas e pesquisadores. A ferramenta se soma a outras iniciativas públicas que aplicam IA a dados nacionais, do supercomputador Soberano da UFMG, criado para mapear o Brasil com IA a centros de pesquisa como o centro MaterI.A. de R$ 20 milhões liderado pelo IPT para materiais avançados.
A busca generativa pode produzir resumos convincentes, mas errados, e por isso o rótulo beta e os links para os documentos originais são importantes. Vale acompanhar como o SGB vai medir a precisão das respostas, se vai oferecer acesso programático para empresas e universidades e quando a plataforma deixará a fase beta.