EAF estuda data center público e modular de IA para o governo federal
A Entidade Administradora da Faixa (EAF) está conduzindo estudos de viabilidade para um data center público de inteligência artificial dedicado ao governo federal, informou a TI Inside em 16 de setembro de 2026. O trabalho atende a uma diretriz do grupo Gaispi, da Anatel, e prevê uma infraestrutura capaz de abrigar bases de dados sensíveis, rodar grandes modelos de linguagem e dar suporte a serviços digitais estratégicos sem depender exclusivamente de instalações privadas ou no exterior. Uma das opções em análise é um campus modular, baseado em contêineres, que poderia colocar a capacidade inicial de pé rapidamente e crescer conforme a demanda, abrangendo GPUs, armazenamento, redes, cibersegurança e infraestrutura de fibra óptica.
Publicado na editoria Infraestrutura em 23 de setembro de 2026, este resumo do AI4Brazil trata o estudo da EAF como notícia sobre capacidade computacional soberana no Brasil, distinta das disputas de conformidade envolvendo chatbots nas eleições. Analistas observam que o regime tributário do Redata, recém-sancionado — com incentivos plurianuais vinculados a energia renovável, eficiência hídrica e P&D nacional —, agora molda a viabilidade econômica, enquanto a escolha do local vai depender de energia renovável no mercado livre (ACL), da proximidade de subestações e de fibra e da folga na rede. A EAF precisa concluir o estudo antes que a Anatel e o Ministério das Comunicações decidam se algo será construído.
Por que isso importa: órgãos públicos brasileiros querem IA sem entregar bases de dados sensíveis ao exterior. Uma instalação pública e modular pode abrir opções — mas só se energia, enquadramento no Redata e governança forem resolvidos em conjunto.
O que muda na prática
Planejadores do setor público e de data centers no Brasil devem exigir a publicação dos limites de consumo de energia e de água; mapear cedo a elegibilidade ao Redata; designar um responsável pela hospedagem de LLMs e pelos controles de acesso; fazer pilotos modulares com prazo definido antes de assumir compromissos em megawatts; e preferir projetos que mantenham as cargas sigilosas isoladas de clientes comerciais. Coloque o estudo ao lado da entrada em vigor dos incentivos do Redata e dos gargalos de rede pós-Redata.
Primeiro, as ressalvas. Um estudo de viabilidade não é um aviso de obra; os benefícios do Redata podem não se aplicar automaticamente; e instalações modulares ainda dependem de transformadores com longo prazo de entrega. Por isso, o AI4Brazil apresenta o conceito da EAF como contexto indicativo de infraestrutura até que saiam as decisões da Anatel e do ministério.
O que acompanhar a seguir: o documento de opções que a EAF vier a publicar; as negociações de compra de energia renovável no ACL; e como seriam contratados os LLMs federais. Você pode continuar na página inicial do AI4Brazil ou navegar pelas Notícias em busca de outros resumos.
Em resumo: trate esta atualização como orientação, não como instrução. A capacidade computacional soberana de IA no Brasil está passando da política tributária industrial para o conceito de uma instalação pública e ainda depende de decisões. As organizações que mais vão se beneficiar vão verificar megawatts e regras de dados, manter pessoas nas decisões de seguir ou não com o projeto e se recusar a confundir a ordem de um estudo com capacidade pronta.